quarta-feira, 1 de julho de 2020

Cmei Pequenos Pensadores.


NOME: Centro Municipal de Educação Infantil Pequenos Pensadores.
ENDEREÇO: Rua Professora Lia Rene Hilgemberg , 300
BAIRRO: Vila Brasil.
TEL: (42) 38284000
CEP: 84.430-000
MUNICÍPIO: Imbituva – Paraná
ENTIDADE MANTENEDORA: Prefeitura Municipal de Imbituva/Secretaria de Educação e Cultura
N.R.E: Ponta Grossa/PR
DISTÂNCIA DA ESCOLA DO N.R.E: aproximadamente 80km
E-MAIL ESCOLA: pequenospensadores.vilanova@gmail.com
PERÍODO DE ATENDIMENTO: De Segunda a Sexta-feira das 08:00 às 17:00 horas.
ÁREA CONSTRUÍDA: 1000 m2

2.1.2 Descrição do espaço físico, instalações e equipamentos


 Institucional

O projeto-padrão PROINFÂNCIA TIPO B, desenvolvido pelo Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE), objeto de financiamento pelo programa PROINFÂNCIA,  tem capacidade de atendimento de 224 (duzentas e vinte e quatro) crianças quando o funcionamento acontecer em dois turnos, reduzindo-se a 112 (cento e doze) quando adotado o período integral, (www.fnde.gov.br).
A escola de Educação infantil em voga beneficiará em período integral crianças na faixa etária de 0 a 4 anos e 11 meses distribuídos da seguinte forma:
·         INFANTIL I: crianças com um ano completo até 31/03;
·         INFANTIL II: crianças com dois anos completos até 31/03;
·         INFANTIL III: crianças com três anos completos até 31/03;
·         INFANTIL IV: crianças com quatro anos completos até 31/03;
Sendo a criança a principal usuária do ambiente educacional faz-se necessário identificar parâmetros essenciais de infraestrutura para a faixa etária a ser atendida, que aliados à proposta pedagógica provêm os ambientes físicos adequados a assegurar a acessibilidade universal (NBR 9050) e sustentabilidade. Desta maneira definiu-se critérios para atender à criança como usuário principal da escola:
·         Independência e liberdade de acesso às várias dependências da creche;
·         Segurança física restringindo o acesso da criança desacompanhada às áreas que ofereçam riscos, tais como: cozinha, lavanderia, central de gás e castelo d`água (armazenamento de água da chuva);
·         Respeito a individualidade e as diferenças pessoais. Adoção de piso contínuo, sem degraus ou juntas, rampas, espaços de circulação;
·         Integração das crianças de diversas faixas etárias no ambiente de solário e pátio;
·         Respeito à escala infantil, possibilitando a visão da área externa além da utilização de acessórios como pias, vasos sanitários, cabides para mochilas, bancadas e barras de proteção a altura conveniente à faixa etária a que se destinam.
Com base nas recomendações acima podemos também nos subsidiar das especificações descritas no documento “ Parâmetros Básicos de Infra-estruturapara Instituições de Educação Infantil” (MEC, 2006) elaborado pelo Ministério da Educação, bem como a legislação correlatada em relação a:
·         PARÂMETROS CONTEXTUAIS AMBIENTAIS;
·         PARÂMETROS FUNCIONAIS E ESTÉTICOS;
·         PARÂMETROS DE IMPLANTAÇÃO;
·         PARÂMETROS DE SEGURANÇA NO TRABALHO;
·         SISTEMA CONSTRUTIVO;
·         ESPAÇOS DEFINIDOS: bloco administrativo – bloco de serviço – blocos pedagógicos – pátio coberto/refeitório – anfiteatro – playground.
Nas escolas de Educação Infantil são necessários momentos diferenciados, organizados de acordo com as necessidades biológicas, psicológicas, sociais e históricas das crianças.
Portanto em nosso CMEI a rotina é utilizada com material de apoio visual, proporcionando à criança um sentimento de segurança e organização. Quando ela sabe que vai acontecer durante o dia, a ansiedade é eliminada sendo possível trabalhar a confiança e autonomia.
A desorganização estressa não só o adulto, mas as crianças também, então uma rotina pré estabelecida, flexiva, dinâmica, é possível de ser adaptada com as situações do dia a dia, é uma ferramenta indispensável para o professor tanto na educação infantil quanto nas séries iniciais do ensino fundamental.

·          224 ALUNOs
·          1000 m² ÁREA
·          40 x 70 m TERRENO

Fonte: fnde.gov.br

DEPE+NDÊNCIAS
Quantidades
Salas de aula
08
Secretaria
01
Sala dos professores
01
Cantina
00
Depósito de material
01
Depósito de merenda
01
Sala de Recursos
00

Sala de leitura
01
Sala de Coordenação
01
Banheiro feminino
03
Banheiro masculino
03
Banheiro administrativo
02







Atendimento


O CMEI Pequenos Pensadores segue o Calendário Escolar elaborado, posteriormente aprovado pelo NRE é encaminhado pela Secretaria da Educação, ou seja, funciona de segunda a sexta-feira das 08:00 às 17:00, totalizando 200 dias letivos. Nesse calendário há predeterminado os dias trabalhados durante todo o ano corrente, podendo sofrer alterações conforme o interesse do Município.
          As crianças são organizadas por turmas conforme a sua idade, seguindo as orientações das Diretrizes Gerais.
As famílias que moram na vila Brasil, (local de estabelecimento do CMEI) assim como, as da vila mais próxima Vila Nova, são de renda média baixa, sendo os pais operários de fábricas de madeira, têxteis e/ou calçados de segurança, funcionários do comércio local, funcionários públicos, autônomos e prestadores de serviços.
O dia a dia dos CMEIs e pré-escolas é repleto de atividades organizadas por educadores que de uma maneira ou de outra, lidam com o espaço e o tempo a todo momento. Cada faixa etária requer uma dinâmica diferente, não cabe organizar uma rotina igual para todos as turmas. Crianças de até 03 anos por exemplo, demandam mais atenção dos adultos, principalmente nos momentos de alimentação, higiene e descanso do que os maiores.
Maria Carmen Silveira Barbosa e Maria da Graça Souza Horn pesquisam a organização do espaço e do tempo na escola infantil e afirmam:

Organizar o cotidiano das crianças da Educação Infantil pressupõe pensar que o estabelecimento de uma sequência básica de atividades diárias é antes de mais nada, o resultado da leitura que fazemos do nosso grupo de crianças, a partir, principalmente, de suas necessidades. É importante que o educador observe o que as crianças brincam, como estas brincadeiras se desenvolvem, o que mais gostam de fazer, em que espaços preferem ficar, o que lhes chama mais atenção, em que momentos do dia estão mais tranquilos ou mais agitados. Este conhecimento é fundamental para que a estruturação espaço-temporal tenha significado ao lado disto, também é importante considerar o contexto sociocultural no qual se insere a proposta pedagógica da instituição, que deverão lhe dar suporte. (BARBOSA; HORN, 2001, p.67).


Nas escolas de Educação Infantil são necessários momentos diferenciados, organizados de acordo com as necessidades biológicas, psicológicas, sociais e históricas das crianças.
Portanto em nosso CMEI a rotina é utilizada com material de apoio visual, proporcionando à criança um sentimento de segurança e organização. Quando ela sabe que vai acontecer durante o dia, a ansiedade é eliminada sendo possível trabalhar a confiança e autonomia.
A desorganização estressa não só o adulto, mas as crianças também, então uma rotina pré estabelecida, flexiva, dinâmica, é possível de ser adaptada com as situações do dia a dia, é uma ferramenta indispensável para o professor tanto na Educação Infantil quanto nas séries iniciais do Ensino Fundamental.


Quadro de Recursos Humanos – Funcionários

Nome
Cargo/Função
Grau de escolaridade
Habilitação
TURNO
TURMA
Andressa Machado
Coordenadora
Superior com especialização
Licenciatura em Pedagogia
40h
----
Eliziane Borges
Diretora
Superior com especialização
Magistério Licenciatura em Pedagogia.
40h
-------
Amanda Pontes
Professora
Ensino médio
Superior (cursando)
Magistério
40h
Infantil IV
Dilma S. Possidônio
Professora
Ensino médio
Superior (cursando)
Magistério
40h
Infantil II
Elicelia da Silva
Professora
    Ensino médio
        Superior      (cursando)  
Magistério
40h
Infantil III
Fernanda N.P. Ingenchak
Professora
Superior
Magistério Licenciatura em Ciências Naturais
40h
Infantil IV
Kellyn F. Zene
Professora
Superior
Licenciatura em Pedagogia
40h
Infantil III
Luana F. Pepe
Professora
Superior com especialização
Magistério e Licenciatura em Pedagogia
40h
Berçário
Teresinha Gurnaski
Professora
Superior com especialização
Magistério e Licenciatura em Pedagogia
40h
Infantil I
Vanessa A. P. Gonzaga
Professora
Superior com especialização
Licenciatura em Pedagogia
40h
Infantil III
Ana Maria Beraldo
Estagiária
Superior (cursando)
Psicopedagogia  Institucional e Clínica
6 h
Infantil IV
Amanda Traut Queiroz
Estagiária
Superior (cursando)
Licenciatura em Pedagogia
6h
Infantil I
Cléa Mara Schneider
Estagiária
Superior completo com especialização (cursando)
Licenciatura em Pedagogia
6 h
Infantil III
Dirlene Taques
Estagiária
Superior (cursando)
Licenciatura em Matemática
6 h
Bercário
Luciane Rebinski
Estagiária
Superior (cursando especialização)
Licenciatura em Pedagogia
6 h
Infantil III
Michele Mendes
Estagiária
Superior(cursando)
Licenciatura em Pedagogia
6 h
Infantil II
Nicoly C. S. Freitas
Estagiária
Superior (cursando)
Licenciatura em Pedagogia
6h
Infantil IV
Rosimeri Oliveira
Estagiária
Superior (cursando)
Licenciatura em Pedagogia
6h
Infantil II
Marisa A. Heirich
Merendeira
Ensino Fundamental
Ensino Fundamental
40h
Cozinha
Geovana Lemos
Merendeira
Ensino Fundamental
Ensino Fundamental

40h
Cozinha
Elisabete Tavares Cassol
Auxiliar de Serviços Gerais
Ensino Médio
Superior (cursando)
Ensino Médio
40h
Limpeza
Marta Lemes
Auxiliar de Serviços Gerais
Ensino Médio
Ensino Médio
40h
Limpeza


2.1.5 Instâncias Colegiadas


Conselho Escolar

OCUPAÇÃO
NOME DO MEMBRO
Direção
Eliziane Borges
Representante da Equipe Pedagógica SMEC
Andressa Machado Penteado
Suplente: Milena Andrade Penteado
Representante do Corpo Docente CMEI
Amanda Pontes
Suplente: Kellyn Francini Zene
Representante da Equipe Técnico Administrativa e Assistentes de Execução
Veridiane Stadler
Suplente: Mayara Figueroa
Representante da Equipe Auxiliar Operacional
Geovana Lemos
Suplente: Elisabete Tavares Cassol
Representante dos Pais de Alunos ou Responsáveis
Marcelo Petroski
Suplente: Dilceli Kiçana Galvão
Representante do Grêmio Estudantil ou Alunos
Mãe de Aluno: Grasiele A. Da Rocha Galdino
Suplente: Luana F. Dos Santos Pepe
Representante da APMF
Dilma Scheidt  Possidônio
Suplente: Marisa Ap.Heirich
Representante dos movimentos sociais organiados da comunidade(Associação de moradores, istituições religiosas, conselhos comunitários, conselho de saúde etc.)
Nilza Maria Brandet



APMF- Associação de Pais, Mestres e Funcionários

CARGO
NOME
NACION/ESTADO CIVIL
FUNÇÃO QUE OCUPA
RG
Presidente
Paloma Eidam
brasileira, casada
Secretária
12.569.000-9
Vice-Presidente
Irajane Lopes
 brasileira, casada
Vendedora
8.952.052-5
Tesoureira
Dilma Scheidt Possidônio
brasileira, casada
Professora de Educação Infantil
4.759.056-6
Secretária
Nalcineia Ferreira Paes
brasileira, casada
Auxiliar de Enfermagem
8.655.902-1
Conselho Fiscal
Marcia L. Marcos
brasileira, casada
Auxiliar de Serviços Gerais
8.655.902-1
Conselho Fiscal
Gilmar Eidam
brasileiro, solteiro
Comerciante
9.937.220-6
Conselho Fiscal
Marisa A.Heirich
brasileira, divorciada
Auxiliar de Serviços Gerais
9.865.701-0
Conselho Fiscal
Fernanda Nara P. Ingenchak
brasileira, casada
Professora de Educação Infantil
12.830.487-8


OBJETIVO GERAL

Mediar conhecimentos na perspectiva dos PRINCÍPIOS: ÉTICOS de valorização da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades. POLÍTICOS que asseguram à criança, desde o nascimento, os direitos de cidadania, o exercício da crítica e o respeito à ordem democrática. ESTÉTICOS de valorização da sensibilidade, da criatividade e da ludicidade da criança, assim como da diversidade de manifestações artísticas e culturais. Concebendo a aprendizagem como fenômeno que se realiza na interação com o outro.

3.1 Objetivos Específicos


·         APOIAR a conquista de autonomia pelas crianças para escolher brincadeiras, materiais e atividades e pararealizar cuidadospessoais diários.
·         FORTALECER a autoestima e os vínculos afetivos, combatendo preconceitos relativos ao pertencimento étnico racial, de orientação sexual, gênero, classe social, religião etc.
·         ESTIMULAR o respeito a todas as formas de vida, incluindo a integridade de cada ser humano, a preservação da flora, da fauna e dos recursos naturais.
·         ENFATIZAR o lúdico como processo de aprendizagem,valores como a liberdade, igualdade de direitos de todas as pessoas e entre homens e mulheres, assim como a solidariedade com indivíduos de grupos sociais vulneráveis.
·         PROMOVER a participação crítica das crianças e da família nas atividades, pedagógicas, em relação ao cotidiano da unidade e a fatos ocorridos na comunidade que chamem sua atenção.
·         POSSIBILITAR a expressão de seus sentimentos, desejos, ideias, questionamentos.
·         GARANTIR uma experiência bem-sucedida de aprendizagem para todas.
·         VALORIZAR o ato criador de cada criança e a construção de respostas singulares em experiências diversificadas.
·         POSSIBILITAR que todas as crianças se apropriem de diferentes linguagens e tenham disponíveis materiais para se expressar.
·         INSTRUMENTALIZAR o educador e os demais trabalhadores para atualização de conhecimentos que repercuta na sua pratica pedagógica.
·         AVALIAR continuamente as práticas educacionais.

O CMEI Pequenos Pensadores visa consolidar-se como uma Instituição de Educação Infantil coerente, ética, responsável, humanizada e inclusiva, com um grupo de profissionais qualificados, que primem pela excelência em educação e formação integral do ser humano e pretende oferecer educação sistematizada e de qualidade, respeitando as especificidades da Educação Infantil e as particularidades de desenvolvimento de cada indivíduo, instituir fundamentos para a formação de cidadãos críticos e conscientes do seu papel, que valorize o ser humano e a natureza, com condições de atuarem de forma transformadora na sociedade, primando sempre pela qualidade do atendimento prestado a nossa clientela.
Temos como missão promover o desenvolvimento integral das crianças de 4 meses a 4 anos e 11 meses nos seus aspectos físicos, psíquico, cognitivo, moral e social, tendo como parceria a família. Bem como princípios Éticos, Políticos e Estéticos, estabelecendo assim, base sólida na formação de cidadãos que compreendam o contexto em que vivem, capazes de transformá-lo e valorizá-lo com respeito a diversidade social e cultural. Além disso, alicerçar a formação de indivíduos que se façam presente na sociedade de tal modo que venham a desempenhar oseu papel de ser humano e cidadão que contribua com a construção de um mundo que respeite a vida, resgatando valores e princípios éticos nas relações com a natureza, consigo e com os outros em todas as suas dimensões
Ao se discutir a função social da educação, a comunidade escolar entende a educação enquanto prática social que se dá nas relações sociais que os sujeitos estabelecem entre si, nas diversas instituições e movimentos sociais, sendo, portanto, constituinte e constitutiva dessas relações. Assim, a instituição, no desempenho  de sua função social de formadora de sujeitos históricos, precisa ser um espaço que possibilite a construção e a socialização do conhecimento produzido, vivo e que se caracteriza como processo em construção.
A educação, como prática social que se desenvolve nas relações estabelecidas entre os grupos, seja na escola ou em outras esferas da vida social,  se caracteriza  como campo social de disputa hegemônica, disputa essa que se dá "na perspectiva de articular as concepções, a organização dos processos e dos conteúdos educativos na escola e, mais amplamente, nas diferentes esferas da vida social, aos interesses de classes" (FRIGOTTO, 1999, p. 25). Assim, a educação se constitui numa atividade humana e histórica que se define na totalidade das relações sociais.
Nesse sentido, o debate com a comunidade escolar e o diálogo permanente  com profissionais da educação, estudantes e suas famílias têm sido fundamental para que a equipe gestora ajuste o plano de gestão às necessidades evidenciadas pelos diversos mecanismos de escuta estabelecidos na legislação e neste projeto político-pedagógico. A concepção de escola que queremos parte necessariamente do diagnóstico feito a partir dos instrumentos utilizados nos diversos momentos de avaliação processual das ações realizadas desde a aula, propriamente dita,  aos  projetos e demais realizações do coletivo escolar.
A sociedade tem grande participação na ampliação de valores, nas mudanças necessárias dentro das escolas. O ensino não é algo acabado e sim fato em contínua construção. O professor deve valorizar a cultura de cada ser, cada um traz de casa sua própria bagagem. A educação deixa de ser didática e taxativa para se tornar reflexiva, crítica e apta às mudanças.
Ao considerar a função social da escola estamos dando um novo sentido à educação, pois é seu papel não somente lançar o conteúdo, mas formar para cidadania  e democracia. Essa função social deve estar além das fronteiras geográficas da escola, deve buscar a comunidade de forma a fazer com que esta entenda que a parceria escola-família funciona é eficaz na formação dos estudante. A função social da escola, em todas as suas instâncias, distingue-se de outras práticas educativas. A sua função está em proporcionar um conjunto de práticas preestabelecidas tem o propósito de contribuir para que os estudantes se apropriem de conteúdos sociais e culturais de maneira crítica e construtiva (LÓPEZ, 2000. p. 34).
É no universo da escola que o estudante vivencia situações diversificadas que favorecem o aprendizado, para dialogar de maneira competente com a comunidade, aprender a respeitar e a ser respeitado, a ouvir e ser ouvido, a reivindicar direitos e cumprir obrigações, a participar ativamente da vida científica,  cultural, social  e política do país e do mundo.
O papel formal da Escola é o de ser a principal responsável pela organização, sistematização e desenvolvimento das capacidades científicas, éticas e tecnológicas de uma nação. Inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais  de  solidariedade  humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania, sua qualificação para o trabalho, bem como, meios para  progredir nele e em estudos posteriores (MARQUES, 1997).
Não há que se falar em função social da escola sem destacar o  papel  da família, pois ela é mediadora entre o indivíduo e a sociedade, que se aprende a perceber o mundo e se situar nele. É a família formadora da primeira identidade social. Ela é o primeiro ponto de referência da criança, do adolescente ou do jovem. É nessa instituição, pois, que se dão os primeiros contatos com o mundo das regras dos valores vigentes na sociedade. Ao se constituírem nas primeiras referências e figuras da autoridade, os pais, as mães ou os responsáveis se tornam responsáveis pelas diversas formas com que seus filhos irão lidar posteriormente com os limites impostos pela vida em sociedade. Ao assumir esse papel formador, a família participa com a escola de um projeto comum, que é o da formação/educação da criança e do adolescente.
Relacionados a tríade família/ escola/ educação é importante pontuar ainda alguns aspectos: em primeiro lugar, é preciso reconhecer que  a família independente do modelo como se apresente, pode ser um espaço de afetividade e de segurança, mas também de medos,  incertezas, rejeições, preconceitos e até de violência. Assim, é fundamental que se conheça os estudantes e as famílias com as quais se lida. Quais são suas dificuldades, seus planos, seus medos e anseios? Enfim, que características e particularidades marcam a trajetória de cada família e, consequentemente, do educando a quem a escola atende. Essas informações  são dados preciosos para que se possa avaliar o êxito das ações e enquanto educadores, identificar demandas e construir propostas educacionais compatíveis com a nossa realidade (OUTEIRAL & CEREZER, 2003).
Ressalte-se que o CMEI, em conformidade com a Constituição Cidadã do Brasil de 1988 e o entendimento do Supremo Tribunal Federal do artigo 226 da CF reconhece todas as formas de arranjo familiar e, assim, no lugar de termos como “pais e responsáveis” será utilizado o termo “família”, mais apropriado e adequado para a inclusão de todos os modelos de constituição familiar, não negando que boa parte dos grupos familiares da comunidade escolar é chefiada por mulheres, acolhendo ainda famílias formadas apenas por mãe e seus filhos, pai e seus filhos, avô e avó que educam seus netos, tios e tias, irmãos e irmãs mais velhos, casais homoafetivos e casais heterossexuais com seus filhos biológicos ou adotados. Desse modo, a escola concede a família seu status de educadora primeira das crianças, adolescentes e jovens.
Garantir a participação da família na escola é fundamental para a gestão democrática. No entanto é preciso ter clareza do que se entende por “participar”. Será que é estar presente nas reuniões para ouvir informações burocráticas e queixas referentes ao comportamento dos estudantes? Será que é ter acesso a decisões previamente estabelecidas? Será que é ajudar  a organizar a festa junina da escola? Será que é  poder ouvir e falar? Será que é a possibilidade de uma ação coletivamente construída por todas as partes envolvidas no processo ensino-aprendizagem, na qual se compartilhar equitativamente, resguardadas as particularidades dos sujeitos envolvidos, a possibilidade de planejar, decidir e agir? Enfim, muitos podem ser o significado da palavra participar (OLIVEIRA, 2002).
O significado da palavra participação deve estar bem claro para ambas as partes – escola e família – pois esta não pode se limitar a busca de problemas relacionados ao estudante, mas deve ser uma participação verdadeira, em que as famílias serão também responsáveis pela instituição escolar e pela sua atuação, sabendo cobrar e contribuir no momento certo.
De modo geral, a participação das famílias deve se concretizar no auxílio à atuação pedagógica escolar. Isso implica propiciar a escola o suporte necessário para que educação escolar seja o fruto de coordenação e coerência entre as atuações dos professores e da família. Por parte da escola, essa participação da família deve ser considerada no próprio planejamento das tarefas que os professores realizam que, ao planejar o que fazer, deve ressaltar a importância do papel da família.
Neste sentido, buscar a participação da família na escola é de fundamental importância para que esta parceria se efetive.  Falar de algo que lhe agrada e promover  a interação entre o saber popular e o científico é um dos pilares deste projeto, que procurará trazer a família para a escola, no intuito de que estes aprendendo coisas importantes para o seu dia a dia também descubra como eles são importantes para a educação de seus filhos. Devem ainda saber que a sua presença na escola fortalecerá essa relação e fará com que a escola consiga cumprir sua função social. Os principais instrumentos que se pretende fortalecer para a efetiva participação da família é o Conselho de Classe Participativo, o Conselho Escolar e a Assembleia Geral Escolar.
Nessa perspectiva, a instituição trabalha com projetos educacionais comprometidos com o desenvolvimento de ações que permitam ao indivíduo intervir na realidade para transformá-la, “lembrando” que a principal função da escola é a de promover o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social de seus estudantes, ou seja, a formação integral para o exercício cidadania plena.


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